A AFETIVIDADE NA APRENDIZAGEM: O PAPEL DO PROFESSOR UNIVERSITÁRIO NA CONSTRUÇÃO DE UM AMBIENTE EDUCACIONAL HUMANIZADO
DOI:
https://doi.org/10.25194/rf.v23i2.2376Resumo
O artigo apresenta a influência da afetividade nos processos de aprendizagem no contexto da Educação Superior, destacando o papel do professor universitário na construção de ambientes educacionais humanizados. Frente às transformações contemporâneas como a virtualização do ensino, a diversificação dos perfis estudantis e a intensificação das exigências institucionais os vínculos afetivos entre professores e estudantes têm sido fragilizados. A afetividade não é um elemento acessório, mas uma dimensão estruturante da relação pedagógica, capaz de mobilizar o interesse, sustentar a atenção e fomentar a motivação dos estudantes. A pesquisa, de natureza qualitativa, fundamenta-se em revisão bibliográfica criteriosa entre os anos de 2019 e 2024, abordando contribuições teóricas que evidenciam o papel da afetividade como estratégia pedagógica intencional. O estudo aponta que práticas docentes que valorizam a escuta, o acolhimento e o reconhecimento das singularidades dos alunos favorecem não apenas o desempenho acadêmico, mas também a permanência estudantil, o desenvolvimento emocional e a formação integral. Ao reconhecer o afeto como mediação do saber, o artigo propõe uma reconfiguração do papel docente, que deve integrar competências éticas, relacionais e sensíveis à prática pedagógica. Conclui-se que investir na formação docente com foco na dimensão afetiva é essencial para promover uma educação mais inclusiva, democrática e transformadora, capaz de formar sujeitos críticos e conscientes.
Palavras-chave: Afetividade, Formação Docente, Educação Superior, Ambiente Educacional Humanizado.