Vermes, morte e metáforas: um olhar crítico sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas à luz da Linguística Cognitiva

Authors

  • Prof. Drª. Daianna Quelle da Silva Santos da Silva (Orientadora) COLÉGIO ADVENTISTA DA BAHIA
  • Cecília Maria Souza da Cruz COLÉGIO ADVENTISTA DA BAHIA
  • Davi Emanoel Jardim Souza COLÉGIO ADVENTISTA DA BAHIA
  • Isabella Santana Rodrigues Passos COLÉGIO ADVENTISTA DA BAHIA
  • Raysha Fontes Correia COLÉGIO ADVENTISTA DA BAHIA

Abstract

Neste artigo, buscamos identificar e analisar algumas expressões metafóricas acionadas no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, do escritor Machado de Assis, considerado um marco do realismo brasileiro ao romper com o romantismo e oferecer uma crítica à elite da época. Através da ironia e das críticas sociais, Machado de Assis constrói a narrativa de Brás Cubas, um defunto que reflete sobre sua vida, suas falhas e sua futilidade. As metáforas desempenham um papel crucial para entender a visão pessimista do protagonista sobre a vida e a morte. Nesse contexto, a metáfora do verme que roeu seu cadáver, por exemplo, simboliza a inevitabilidade da morte e a transitoriedade da vida. A mensagem central da obra é a busca de um propósito existencial que, no fim, revela o vazio e a futilidade da existência humana. Sob essa ótica, pautando-nos na Teoria da Metáfora Conceptual, de Lakoff e Johnson (1980), a obra pode ser analisada pela Linguística Cognitiva, que evidencia as metáforas não apenas como recursos literários, mas como formas de estruturar o conhecimento. Assim, com o uso desse instrumento linguístico, Machado de Assis critica os valores da sociedade da época, mostrando o egoísmo, a superficialidade e a futilidade das aspirações humanas.

Published

2026-05-18